2006-01-12
2006-01-09
"Vieira - um banana para uma República"
Eleitoras e eleitores
Hoje acordei com um pressentimento!
Sei que é sexta-feira 13 e não quinta-feira 12 ou sábado 15!
Sei que hoje é um dia de azar, mas não é um dia de azar, é o dia em que as outras candidaturas têm o azar de me ter como rival, porque quer eu queira ou não queira, serei eleito presidente de Portugal!
Eu queria parar! De vários quadrantes políticos vieram-me pressionar, os orgãos de comunicação social tentaram-me ridicularizar, inventar escândalos etc, mas o enorme movimento que se gerou à minha volta disse “Não! Vieira és o nosso campeão!”
Eleitores e eleitoras, eu hoje acordei. Não, não foi só um pressentimento ou um sonho. Podia ser um sonho, mas os sonhos não passam de sonhos. Eu acordei com a certeza, a absoluta certeza de que serei eleito. Para muitos isto pode parecer absurdo, para quase todos isto é incompreensível. Mas, pensem bem, talvez a verdadeira razão seja essa, e faço minhas palavras que alguém aplicou a Cristo: eu serei eleito porque é absurdo, eu serei presidente mesmo se isso é incompreensível. Eu serei o vencedor à boca das urnas por mais que seja improvável! Não queremos beber do esgoto, queremos água potável!
Eu não quero um povo adormecido. Eu não quero uma população viciada em concursos na televisão. Eu não quero um povo com falta de imaginação. Eu quero ser presidente de um povo inteligente! Sei que não será fácil, sei que isto é um começo, mas não podemos perder tempo. Por isso é sem rodeios e meias-medidas que proponho, não num futuro longínquo, mas para já, a elevação do coeficiente de inteligência dos portugueses e portuguesas para níveis jamais imaginados. E depois não nos venham falar de atrasos “estruturais” e coisas que tais. Ao nosso lado os nossos parceiros europeus terão a modesta prestação de atrasados mentais! Já lhes comemos as papas! Ao ser eleito presidente cada português será transformado, nada mais, nada menos, no génio a que sempre teve direito.
Portugueses, em pé! Assim é que é!
Os políticos vêm, e com razão, queixar-se da abstenção, mas há uma vontade que ou não cabe nos partidos ou os partidos não querem que ela caiba neles, porque estão acomodados na valsa lenta dos cargos. É o que eles dizem sempre que estão na oposição. Não preciso de o repetir. E sobre desgraças destas não vale a pena derramar lágrimas. O melhor é desatarmos a rir! Por isso eu vos peço, e sei que não é em vão. É tempo de dar expressão à abstenção: acabou a brincadeira, votem vieira!
Eu hoje acordei com um país torto. Acordei com o Zé a bocejar ou a dar um arroto. Mas o Manel que há em mim não deixará as coisas continuar assim. Se Portugal está torto, toca a levantar: temos um país para endireitar. E só há um endireita nesta maratona eleitoral, é escusado apontar dedos para o ar!
Chega de canseira: vieira, vieira, vieira!
E basta de impotência, vamos lá a ser uma super-potência!
Os partidos são importantes para a democracia, são uma espécie de mal menor para não reinar a confusão. Mas um presidente não precisa de filiação para nada. Aliás, como pode um presidente com cartão partidário ser o presidente de todos os portugueses? Será verdadeiramente? Ou será presidente um bocadinho mais para uns do que para outros? Ou será um presidente para si, para o seu egoísmo politico. Eu não quero ser presidente pelo poder nem para alguém favorecer. Não precisam de temer! Eu serei presidente porque tenho essa vocação. O resto é ilusão!
Um candidato que quer ser presidente de todos os portugueses e que venha de algum partido não é carne nem é peixe. É um híbrido. É um animal de estimação. É um pokemon. Eu vou apanhá-los todos. Eu vou até ao fim!
Não há quem não queira Vieira na cadeira!
Quando olho para os meus rivais o que é que eu vejo? “clones”! Só a máscara é diferente. E depois dão o melhor de tudo para marcar as diferenças, fingem-se inconformistas e dão chochos nas feiras, como se isso marcasse alguma diferença no “replay” do filme eleitoral. Nós não precisamos de marcar a diferença. Antes de eles serem iguais a eles mesmos já nós éramos diferentes. Nós até preferíamos ser parecidos com eles porque era capaz de ser divertido. Mas não é possível, e agora é tarde de mais!
Chega de falsa diferença, queremos Vieira na presidência!
Por isso só vos peço uma coisa. E o que vos peço é o melhor que se pode pedir: coragem! Esqueçam os vossos preconceitos, as vossas dúvidas, as vossas reticências. Coragem! Votem em mim! Porque esta candidatura já cava a sepultura da estupidez, e comigo na presidência devolverei aos portugueses a inteligência de vez.
Coragem mais uma vez!
Não tenham medo!
Sejam verdadeiros!
Sejam espontâneos!
Sejam portugueses!
Votem sem canseira, votem Vieira!"
Manuel João Vieira
2006-01-08
Não é feito para nós!
2005-09-30
O quão bela era a vida assim ...
2005-06-20
Dava jeito um hyper-laser para me cortar a relva
Parece-me a mim que as maiores diferenças entre elas residem na dimensão da nave espacial que alberga todos aqueles actores de segunda, sendo que umas são quadradas, outras sob a forma de donuts, outras ainda de traços aerodinâmicos, pois no espaço é sempre preciso saber cortar aquelas chatas ventanias.
Pode soar estranho, mas sempre quis que a minha vida fosse uma série de Star Trek, cheia de botões e luzes intermitentes que só têm sentido estético e onde tudo se resolve com uma inversão da polaridade do transistor.
Nunca precisaria de me preocupar com os meus problemas, pois sempre que precisasse de ir buscar pão era só lançar um "activar teletransportador de pão" para o sistema, em voz alta, que o pão vinha ter comigo.
Acho que já estou farto da desarrumação que eu próprio acabo por impôr à minha casa, e sinto que ficava bastante feliz se isto tudo acabasse com um simples "activar faseador orbital de feixe continuum que arruma com grande eficácia".
A vida é mais complicada que isso.
2005-04-05
Vim Buscar-te
VIM BUSCAR-TE
"Num papel vazio
Corre o mundo pela minha mão;
Com um fio de tinta,
Olha o Sol na escuridão.
Há lugares mágicos no meu infinito
Onde te vou buscar.
Traz as palavras, a vida, os teus poemas,
Traz as memórias, vamos fazer cantigas,
Traz imagens, imaginação,
P’ra este lugar onde mora a magia
Dos sítios que não vêm no mapa,
E das horas que aumentam a alma,
São dois “eu's” e eu cresço mais,
Os meus sonhos são reais.
Vim buscar-te
Em sonhos reais,
Vim buscar-te.
Em dias reais
Vim buscar-te"Ana Dias
v
2005-03-02
O exercício mental
Interrogo-me... que saberei eu depois do meu estudo, depois de completar - ou não - mais uma disciplina. Saberei mais? Será que irei algum dia precisar disto que leio em aglomerados de folhas cheias de rabiscos?
- "Ó Silva, precisava mesmo que me fizesse um relatório acerca de X."
- "Ó cheve, ainda bem que pede, pois lembro-me muito bem de ter estudado isso há 7 anos!"
Bem, não acredito muito que "exactamente" as matérias às quais dedico horas a fio agora, me serão realmente necessárias no futuro. Mas acredito que elas dão-me bases para saber muito mais. Acredito que estamos sempre a aprender, quer seja na Universidade, ou numa saída à noite, mas acredito que mais importante que saber como fazer, é a maneira como se faz. A essência da aprendizagem não é aprender que "tens de fazer uma caixa, toma lá as instruções" mas sim "tens de fazer uma caixa específica, e sabendo X e Y, farás qualquer caixa que te apareça à frente".
Sei que o que estou agora a estudar, muito provavelmente, nunca usarei no mercado de trabalho, mas sei que criará bases intelectuais para pegar num problema e dar-lhe solução.
2005-01-29
Medo ou algo mais ? Será ?
Bertrand Russell, in Porque não sou Cristão
2005-01-08
O Nunca esqueces...
Hoje parei, parei a olhar, para a lágrima que chora, as lágrimas de alguém, para a lágrima que chora a dor, e a viagem de nunca mais, ...
Hoje perdi-me, parei, gritei para dentro do nunca, e acreditei que um pequeno gesto para ti, é um grande gesto para um porto de lágrimas que secará só com o tempo... ou talvez ... talvez nunca.
2004-12-20
Sons e silêncios...
Sim devemos escrever no blog por nossa conta, devemos ser originais no que escrevemos, e devemos sempre partilhar o que é nosso e não o dos outros, mas sinto-me obrigado perante tal beleza de escrita de repartir convosco algo que li e obviamente gostei... o nome: Pedro Abrunhosa...
“A música é a mágica fronteira que nos une. É o território infinito de sons e silêncios. Às vezes é o deserto, às vezes um frenético rio que palpita veloz por entre as margens das nossas mãos. Este disco é uma gota de espuma que me ficou esquecida nos dedos. Ele só foi possível porque tu o fizeste. Contigo cantei, cresci e aprendi.
Este disco não é mais do que a única forma que tenho de te dar tudo aquilo que me deste. Feito não pelas minhas mãos mas pela tua vontade, loucura e solidão. Pelo teu silêncio, pelo teu respeito.
Se te sentires presente em algum compasso, acorde ou palavras que aqui te trago, é porque és tu de quem falo em tais momentos.Agarra as rédeas deste cavalo que cavalga selvagem e se bate livre dentro de mim. Procura-me por entre as vagas melodias das canções, ou nos concertos em que o palco é o céu e o chão a maré. As vossas vozes são ondas revoltas que dirigem o oceano, os meus acordes os barcos que nele derivam. Vocês são os anjos que habitam anónimos os versos que escrevo. Agradecer é pouco.
Que a Música esteja sempre convosco.”
