Receita para a gargalhada
"Por que te ris?" - pergunta o Vítor para o seu amigo Tiago. Este responde "Porque sim."
É para mim um dos maiores mistérios a origem do humor, esta abstração que partilha as primeiras letras da sua palavra com humano. Nunca vou realmente conseguir explicar a mim mesmo o porquê do meu sorriso sarcástico quando sou o único na loja mas no entanto a empregada insiste para que tire o meu número, nem nunca vou conseguir decifrar o que me leva ao desejo de soltar uma gargalhada nos momentos mais inoportunos. Às vezes penso que talvez seja um escape, aos automatismos, à diferença entre nós e as máquinas, entre o hoje e o amanhã.
É o humor que distingue o que foi ontem e o que é hoje, sem o humor não serão os dias todos iguais?
Encontro uma parte de mim sempre que me rio com isto e com aquilo, a faceta mais forte do ser humano.
Mas talvez mais forte que o porquê, o como?
Como olho para uma situação que ocorre centenas de vezes ao dia e me rio.O careca desengonçado tropeça, contudo não fico triste. Indago a razão - "Será que preciso de me rir?" - posso muito bem ignorar e continuar com a minha vida. Vejo o mesmo careca levantando-se sem um arranhão mas rindo-se como um perdido, e eu a pensar que ele também não precisava de se rir, podia levantar-se e ir-se embora.
Quando souber a receita para a gargalhada vou ser muito infeliz.
Quando nos retirarem o humor, retiram-nos a essência, seremos muito mais fáceis de classificar.
Enquanto isso não acontece, eu sou diferente de ti e tu de mim.
É para mim um dos maiores mistérios a origem do humor, esta abstração que partilha as primeiras letras da sua palavra com humano. Nunca vou realmente conseguir explicar a mim mesmo o porquê do meu sorriso sarcástico quando sou o único na loja mas no entanto a empregada insiste para que tire o meu número, nem nunca vou conseguir decifrar o que me leva ao desejo de soltar uma gargalhada nos momentos mais inoportunos. Às vezes penso que talvez seja um escape, aos automatismos, à diferença entre nós e as máquinas, entre o hoje e o amanhã.
É o humor que distingue o que foi ontem e o que é hoje, sem o humor não serão os dias todos iguais?
Encontro uma parte de mim sempre que me rio com isto e com aquilo, a faceta mais forte do ser humano.
Mas talvez mais forte que o porquê, o como?
Como olho para uma situação que ocorre centenas de vezes ao dia e me rio.O careca desengonçado tropeça, contudo não fico triste. Indago a razão - "Será que preciso de me rir?" - posso muito bem ignorar e continuar com a minha vida. Vejo o mesmo careca levantando-se sem um arranhão mas rindo-se como um perdido, e eu a pensar que ele também não precisava de se rir, podia levantar-se e ir-se embora.
Quando souber a receita para a gargalhada vou ser muito infeliz.
Quando nos retirarem o humor, retiram-nos a essência, seremos muito mais fáceis de classificar.
Enquanto isso não acontece, eu sou diferente de ti e tu de mim.
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